Caminhada Contra Intolerância Religiosa no Subúrbio encerra o Novembro Negro

Povo de Santo marca encerramento do Novembro Negro com Caminhada Contra Intolerância Religiosa no Subúrbio Ferroviário de Salvador

Caminhada Contra Intolerância Religiosa no Subúrbio encerra o Novembro Negro
Foto: Ivana Sena | Revista Quilombo

Ontem (03), adeptos de religiões de matrizes africanas do subúrbio saíram em caminhada “Contra o feminicídio e o terrorismo religioso”.  O ato, organizado pela Rede Religiosa de Matriz Africana do Subúrbio (RREMAS) com apoio da Associação Pássaro das Águas, reuniu o povo de santo e representações do poder público em defesa da liberdade de religiosa.

 

Durante a caminhada,  em microfone aberto,  protestos e denúncias mostraram como a intolerância continua vitimando o povo de santo e chamou a atenção de moradores da região para as injustiças e violências ocorridas quando há pretensão de construção de estado teocrático.

Para Mãe Jaciara do Ilê Axé Ibá Lugan, a manifestação foi exitosa a partir do momento em que conseguiu voltar às ruas, após dois anos sem a concreta mobilização da RREMAS. A yalorixá afirmou que “não importa a quantidade de pessoas no ato, importa o amor e o compromisso dos presentes aos seus espaços sagrados e orixás”.  A líder religiosa também acredita que com a nova direção da RREMAS e a retomada da caminhada, as pessoas no Subúrbio Ferroviário de Salvador continuarão caminhando pela garantia dos seus direitos.

Caminhada Contra Intolerância Religiosa no Subúrbio encerra o Novembro Negro
Fabya Reis – Secretária da SEPROMI

A titular da pasta de Promoção da Igualdade, Fabya Reis, presente no ato, lembrou a responsabilidade da SEPROMI em promover e exigir junto ao estado políticas públicas de proteção à liberdade religiosa, principalmente para os povos de matrizes africanas que vêm sofrendo com o racismo religioso. Fabya ainda ressaltou o compromisso da secretaria em ampliar os diálogos necessários para o não apagamento da pauta, garantindo a visibilidade dessas tradições que considera  “importantes na construção da cultura da Bahia”.  Assim como as marchas do 20 de novembro,  secretaria também apoiou a organização desse manifesto que encerrou  as agendas do Novembro Negro.

O ato foi finalizado no largo de Paripe com uma saudação à Oxalà, onde os presentes pediram respeito, paz e proteção para viver harmonicamente e professarem com liberdade a sua fé. Em seguida, o ajeum foi realizado no Ilê Axé Ibá Lugan com as presenças de lideranças da UNEGRO, Rede de Mulheres Negras,  Deputado Bira Coroa, Arca do Axé, Fórum de Mulheres Negras, dentre outras organizações do movimento social  que prestigiaram a atividade.

 

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