Como a execução de Marielle está semeando novas Marielles pelo país.

  Por Lorena Lacerda e Maíra Kubík Mano (*) As ruas ontem (20/03) foram novamente ocupadas por multidões sentidas. Sentidas de luto, de dor e de tristeza de terem que se reunir para lembrar o sétimo dia dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.Como nos despedirmos dessa mulher negra, feminista, bissexual, vinda da comunidade da Maré, de esquerda socialista, que lutava cotidianamente em defesa da população favelada e acreditava em um mundo livre de desigualdades? Uma mulher que ousou ocupar um espaço na política institucional, tão pouco afeito à…

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Angola: sonhos de uma jovem nação

  (*) Claudia Correia  Orlando Luis atua na rádio Iclesia e faz do programa “Luanda Escolar” sua trincheira de luta em defesa da educação de qualidade no município de Cazenga, província de Luanda, capital de Angola. Ana Sílvia é uma das ativistas da Associação Globo Dikulu é médica e se preocupa com as doenças que mais atingem os jovens, como as sexualmente transmissíveis, além dos altos índices de gravidez precoce. Eduardo coordena o curso de teatro infantil no Animart, um centro cultural em Cazenga e com brilho nos olhos se…

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As Bases de Segurança e o Estado Militar – O que diz Leymahe Orumilá?

Na EscrituraYoruba, ouvimos o filósofo Orumila no OdùÈjìOnilèdizer a um desacreditado: “Marche pela lama”. O desiludido, porém, contesta: “Eu não posso marchar pela lama”. Ao que interpela o sábio filósofo: “Se não marcharmos pela lama, nossas bocas não poderão comer  boa comida”. LeymahGbowee, caminhou pela lama para saciar sua fome, sua fome por justiça. Aceitando o convite de Orumilá, ela uma mulher africana liberiana, com tantas outras mulheres, caminhou pela lama da violência, da opressão e da desgraça, e em um movimento não violento, foi uma das principais responsáveis pelo…

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Você crê nas prisões? A lógica prisional, Rafael Braga e o feminismo negro decolonial

Estamos em face de um grande desafio global e em um momento histórico que nos parece ser decisivo para a vida na terra e para a própria experiência humana. A linguagem sagrada chamaria esse dado de apocalipse, aludindo ao fato de que o novo, ou novidade, brota desde os escombros do sistema. Algo esplêndido pode se revelar. Na direção a uma possível plenitude não é possível mantermos padrões e tecnologias oriundas de regimes de ostracismo e violência baseados em sistêmicas opressões que se emaranham pela vida. As inúmeras joias deixadas…

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