EU SOU QUILOMBO: Lindinalva de Paula

 

20 de novembro marca o inicio da semana em que você vai conhecer um pouco sobre algumas lideranças do Movimento Negro da Bahia. O editorial inicia a campanha #EuSouQuilombo, que traça um breve perfil de como essas pessoas chegaram para somar na luta negra e de como são importantes dentro desses espaços para os avanços na política pela promoção da igualdade. Então, vamos começar com ela…

 

EU SOU QUILOMBO: Lindinalva de Paula
Foto Divulgação | Guido Sampaio

Filha de Oxum com Iemanjá e Ekedi de Oxum no Ilê Axê Omin Ewá, Lindinalva de Paula, a mãe de Diogo Dias e Tiago Dias, iniciou sua militância em 1986 pelo sindicato de professores. Na década de 90, integrou o Grupo de Trabalho de Mulheres do Movimento Negro Unificado (MNU) e nessa organização considera ter adquirido as principais bases de sua formação política e identitária.

Em 2005, junto com outras lideranças do movimento negro, fundou o Coletivo das Entidades Negras (CEN), uma entidade de massa, que nasceu com mais de 100 instituições filiadas.  Em 2012, por divergências políticas e ideológicas se desfila do CEN e articula a criação da Rede de Mulheres Negras da Bahia, proposta que nasceu durante III Conferência Estadual de Promoção da Igualdade. A organização da Rede se deu, então, em uma grande plenária que reunia diversas representantes de mulheres ativistas em quase todos os territórios do estado.

Hoje, Lindinalva considera ser importante para as mulheres negras o deslocamento de entidades mistas para organizações como a Rede, onde prossegue na luta contra o racismo e o machismo. Assim,  acredita  também que somente as instituições de mulheres negras podem dar novos rumos à política do movimento negro. Além da Rede, Lindinalva é diretora do Afoxé Kambalaguanze e também integrante do Coletivo de Mulheres Negras Abayomi, fundado ainda esse ano nas comemorações do Julho das Pretas.

SER QUILOMBO

“Sou Quilombo porque tem à frente uma mulher jovem negra, que nesse universo do movimento de mulheres negras desponta como uma grande liderança. O que me fascina em ser Quilombo é ver que esse projeto tem conseguido superar obstáculos que a comunicação negra enfrenta, socializando toda dinâmica do que acontece no movimento negro da Bahia. A revista expressa para nós uma projeção, uma visibilidade de agendas políticas, em especial do movimento de mulheres, que encontra parceria nessa luta, por isso #EUSOUQUILOMBO”.

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