Fligê terá palestra com o escritor Sérgio São Bernardo

Fligê terá palestra com o escritor Sérgio São Bernardo
Foto Divulgação

De 10 a 13 de agosto, acontece a 2ª edição da Fligê – Feira Literária de Mucugê, que tem como homenageado o autor de “Os Sertões”, Euclides da Cunha. O projeto abraça a arte literária como mote de palavra para singularidades e diálogo com outras artes, potencializando a formação do leitor de todas as idades e a valorização do encontro do livro de materialidades de leituras com o público.

São tecidos da Fligê as experiências de autores e leitores no pulso do encontro com o diverso público da própria cidade de Mucugê e dos que a ela farão estadia quando de sua realização. A estrutura do evento acolhe a experiência da leitura em diálogo com escritores, vivências e personificações do texto em práticas sociais de leitura que envolve a verbovisualidade, a oralidade e o silêncio. A Fligê propõe-se a valorizar autores de nova geração que se dedicam à criação literária em diferentes linguagens.

Literatura Negra

Foto Sergio São Bernardo

Nessa edição, o público terá a esperada presença do professor de Filosofia do Direito da UNEB, Sérgio São Bernardo, que é Mestre em Direito-UNB, Doutorando do Programa Difusão do Conhecimento-UFBA e um dos mais conceituados escritores baianos, quando o assunto é Relações Raciais e Justiça Afro-Brasileira. Na ocasião o pesquisador fará a abordagem sobre o papel dos negros e afrodescendentes na sociedade, e, principalmente, sobre as barreiras impostas ao acesso às políticas de igualdade racial e direitos.

A participação de São Bernardo será na palestra “UBUNTU E A KALUNGA: Por uma justiça afro-brasileira”, programada para acontecer às 10h de sexta (11) no Centro Cultural de Mucugê. O escritor pretende suscitar no público a possibilidade de percepção para além do que é imposto à sociedade de massa e sua cultura de consumo, a qual não busca entender as diversas formas de lidar com os costumes e tradições originados do processo civilizatório afro-brasileiro.

“É possível afirmar um direito afro-brasileiro? Existe um repertório comum que informa e unifica este direito? Existe uma base sociocultural que legitima a emergência dessa ético-jurídica? Este direito pode ser universalizável como pressuposto de justiça a outras comunidades não africanas? Estas são as indagações que proponho tematizar para sugerir a possibilidade de um debate nos campos da antropologia jurídica, da filosofia africana e da filosofia do direito”, explica o escritor.

Para mais informações acesse: www.flige.com.br e confira a programação.