Movimento Negro da Bahia debate realização da IV CONEPIR

Movimento Negro da Bahia debate realização da IV CONEPIR
Foto ASCOM SEPROMI | Kleidir Costa

Ontem (23), no Conselho de desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), membros do conselho e do movimento negro da Bahia participaram de uma reunião para discutir a realização da IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CONEPIR), prevista para este ano.

Iniciando o debate, Raimundo Bujão, membro do MNU, defendeu que “É importante não realizar a conferência a fim de não legitimar um governo golpista, criminoso, com um projeto que destrói os interesses da população negra”. Argumento também defendido por outras organizações, que se colocaram contra a Bahia empenhar esforços para realizar a atividade na atual conjuntura política.

Movimento Negro debate realização da CONEPIR
Foto Revista Quilombo | Ivana Sena

Em contraponto, Ângela Guimarães, presidenta da UNEGRO, defendeu que “Estar no espaço de conferência não é legitimar o governo golpista, mas legitimar uma política conquistada em estatuto. Vários outros estados estão realizando outras conferências sem legitimar governo, mas enfrentando e ganhando a oportunidade de mostrar a insatisfação da sociedade”. Ainda argumentando a favor da Conferência, Ângela manteve o posicionamento, apresentando outra perspectiva em debate, ao salientar que “A decisão de ter ou não conferência deveria extrapolar as vontades da Convergência Negra, da Secretaria e do Conselho, pois é a população negra como um todo que pode cunhar o debate sem se subordinar às políticas de retrocessos e perdas de direitos”, argumentou.

A Rede de Mulheres Negras da Bahia assumiu ainda não ter feito internamente o debate sobre a pauta, mas propôs que “É possível realizar uma conferência de modo independente para fomentar um debate que contemple a população negra”, afirmou Suely Santos.

Ao finalizar a reunião a secretária e também presidenta do Conselho, Fabya Reis, encerrou o encontro fazendo um apanhado geral do que foi debatido entre as lideranças presentes e garantiu apreciar todas as propostas e questionamentos com o Conselho. “Há um esforço institucional para que o movimento negro, nesse momento, seja ouvido. O CDCN vai avaliar e ponderar essas questões postas em debate hoje, buscando a consolidação da promoção da igualdade racial no estado. Faremos isso com responsabilidade, cumprindo a tarefa de orientar o governo na melhor decisão”, garantiu Fabya.

Estiveram presentes na reunião representantes da Rede de Mulheres Negras, Os Negões, CONEN, Afoxé Filhos do Congo, Coletivo Abayomi, CEN, Fórum de Entidades Negras dentre outras instituições do movimento negro.

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