Mulheres de Salvador convocam para Greve Internacional e Marcha no dia 8

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Mulheres de Salvador convocam para Greve Internacional e Marcha no dia 8
Marcha de Mulheres em 2017 | Foto: Bruna Brandão Ag. Plano

Este ano, as solteropolitanas mais uma vez farão manifesto para marcar a data 8 de março na cidade. Com tema: Mulheres, resistir e transformar!, a marcha está marcada para  acontecer no dia 8 de março, às 13h com concentração na Praça da Piedade. 

A cidade também receberá, em maço, as atividades do Fórum Social Mundial (FSM), onde organizações e movimentos se reunirão e somarão forças para a resistência à conjuntura atual permeada pelo genocídio, racismo, machismo, fundamentalismo, xenofobias, ódio religioso e demais intolerâncias, nos dias 13 a 17.

Mulheres nas Estatísticas de violências  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem a quinta maior taxa de feminícidio no mundo, onde a cada 100 mil mulheres cinco são assassinadas. As mulheres negras são ainda mais violentadas: o Atlas da Violência no Brasil em 2017 revelou o aumento em 22% da morte de mulheres negras, enquanto que,os casos de morte de mulheres brancas, foi reduzida em quase 10%.Segundo a ONU, as mulheres são as principais vítimas das violências praticadas contra as comunidades indígenas no mundo, sendo que a cada 3 mulheres indígenas pelo menos 1já foi estuprada ao longo da vida. Também vivemos em um país que lidera o ranking de assassinatos de travestis e transexuais. Em 2016, foram 127, um a cada 3 dias. A expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos, menos da metade da média nacional, que é de 75 anos.

Para a organização do 8M Salvador, o Brasil agride, estupra e mata a mulher por sua condição feminina. Como se não bastasse a luta diária para manter-se viva, a situação socioeconômica das mulheres também é afetada pelo golpe contra a democracia, que vem seguido da retirada dos direitos sociais, desabafam.

Mulheres de Salvador convocam para Greve Internacional e Marcha no dia 8
Suely Santos | Foto: Andrea Magnoni

Segundo Suely Santos, da Rede de Mulheres Negras (RMN), “o 8 de março deste ano dará continuidade a Greve Internacional de Mulheres, mantendo as ideias e os princípios que denunciam a exploração do capital no mundo, a criminalização dos movimentos sociais, as diferenças salariais entre homens e mulheres que chega em torno de 26% na América Latina“.   A ativista que compõem a organização do ato na quinta-feira, também a ponta para questões como o reconhecimento e valorização do trabalho doméstico, o massacre das mulheres, dos povos indígenas e o genocídio da população negra. Para ela, o FSM potencializa os debates acerca de questões mundiais, onde as mulheres tem total condições de apresentar esse panorama e protagonizar os debates que possam provocar o mundo na luta contra as desigualdades.

O 8M Salvador – tem a adesão dos movimentos sociais, sindicais, partidários e grupos culturais. Esse ano, sob o tema “Resistir e Transformar” que dialoga com o tema do FSM , mulheres negras, brancas, indígenas, marisqueiras, gordas, trans, trabalhadoras urbanas, rurais, domésticas, figuras políticas, religiosas de matrizes africanas,  convocam à cidade para se unir e ganhar as ruas num ato que se finda no Dique do Tororó, exigindo respeito, políticas públicas, ações de redução de dados e todas as providências cabíveis em defesa da vida das mulheres

Serviço:

O quê:​ Marcha das Mulheres 8 de Março – Mulheres, resistir e transformar
Quando:​ 8/03, a partir das 13 horas
Onde: ​Concentração na Praça da Piedade