Florita Kinjango: Pelo fim da violência contras as mulheres

Sobre a violência doméstica [infelizmente] é recorrente no nosso país, embora as abordagens nem sempre tragam subsídios que possibilitem erradicar esse mal que ainda atinge uma camada significativa da população angolana, sobretudo, as mulheres. Pessoalmente, já abordei este tema várias vezes no meu site, em conferências, seminários e outros fóruns nacionais e internacional. Neste momento, retorno a este assunto, sempre muito pertinente, pois ainda é real, pelo facto de ter sido vítima dessa situação no passado dia 14 de Maio de 2017, quando saía de casa e fui agredida fisicamente…

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Mãe Diana de Oxum: Orixá tem partido político no Brasil?

Na semana em que celebramos a África e sua cultura no Brasil, me peguei a pensar qual ancestralidade tem sido cultuada pelos Terreiros a fora. Oxum é PT?! Xango é PC do B ? Ogum é oposição a tudo? Onde iremos parar? Oxum, minha yalodê, tenha misericórdia de nós!  Nem bem chegamos às visitas oportunistas nas prévias de 2018 e sou obrigada a presenciar fotos e matérias de um determinado núcleo de adeptos de Candomblé, afirmando que falam em meu nome e dos pequenos Terreiros não tombados de Salvador? Há…

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Chamego: Afeto ancestral que chegou com os povos Bantos no Brasil

  Por Davi Nunes* A transposição do sentimento africano para o Brasil ocorreu muito através das línguas que eles trouxeram para cá. A língua como revestimento sensível da nossa humanidade, transposição dos laços profundos do coração, da ancestralidade afetuosa que resistiu às atrocidades transatlânticas – absurdas ações que duraram séculos. Dois continentes e um mar tingido de sangue, não foram suficientes para destruir a beleza dos sentimentos originários dos diversos povos africanos que chegaram por essas terras. ​Os povos bantos, assim, foram os primeiros a chegarem nesse país. De maneira…

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Altamira Simões: Somos irmãos e irmãs do mesmo Barco.

Altamira Simões: Somos irmãos e irmãs do mesmo Barco.

Apesar de ser de uma família oriunda do candomblé, meu conhecimento sobre a religião é limitado. Não tenho nenhuma ambição nessa seara. Sou Yaô e quero chegar ao posto de Ebomi, trilhando os caminhos lentos do Tempo, apesar de ouvir dizer que ser  Ebomi é simplesmente conservar a humildade e a paciência com os mais novos e o respeito aos mais velhos. Assim, a vivência no Axé me alegra, me fortalece e esquenta o meu caminhar em todos os momentos dentro do Espaço Sagrado, que pra mim é sagrado desde…

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