Projeto ‘Bate-Papo Ibejis’ lança linha de produtos para manter atividades

0
Oficina Bate-papo de Ibejis | Foto Ascom Ibejis

O projeto Bate-Papo Ibejis e Oficinas Criativas foi criado em 2013 pela ativista Daniela Santos com a proposta de desenvolver ações lúdico-educativas para crianças de 6 a 12 anos nos terreiros de candomblé situados em Salvador.

A iniciativa já contemplou mais de 100 meninos e meninas, interagindo com contos de mitos e lendas afro-brasileiras, oficinas de pintura e contas dos orixás e rodas de conversa, além de aulas de danças, toques e cânticos do candomblé. As temáticas escolhidas na proposta pedagógica visam a transmissão das tradições do povo de santo para as novas gerações e a preservação da diversidade cultural identitária.

Oficina de Literatura em parceria com a Fundação Pedro Calmon | Foto: Ascom Ibejis

Contemplado pelo edital de cultura do estado, o ‘Bate-papo Ibejis’ começou com 11 profissionais entre artistas, educadores e ativistas e, atualmente, conta com uma equipe de 20 pessoas. As atividades ganharam corpo e adesão dos terreiros que tem mobilizado as comunidades para usufruir dos momentos do projetos, o que ampliou o público para crianças ligadas à religião ou não. “Nosso trabalho acaba atendendo às crianças dos terreiros e de todo o entorno. Os participantes são de religiões diversas, incluindo crianças evangélicas”, conta Daniela Santos.

Para a coordenação, hoje, a maior preocupação é com a manutenção das ações. Pois, apesar de terem sido contemplados com recurso público, os trâmites burocráticos podem fazer com que as atividades sejam interrompidas. Ela explica que a verba para a realização do trabalho chega pela metade, sendo liberado a outra parte somente após uma avaliação e prestação de contas parcial, o que demanda um tempo significativo sem condições de manter materiais didáticos e recursos humanos.

 

Roda de Conversa no Terreiro Wodun Zó (Liberdade) | Foto: Ascom Ibejis

‘Para que a roda continue girando’, a solução encontrada pelo grupo surgiu de dentro das próprias ações, quando decidiram dessa preocupação lançar uma marca de produtos com camisetas, canecas, quebra-cabeças, que vendidos viabilizará recursos mínimos para que os terreiros e suas crianças continuem sendo atendidas. “Ao adquirir algum dos produtos as pessoas ajudam a manutenção do projeto,  a circulação da diversidade religiosa e a preservação do valor dos cultos derivados de matriz africana“. desabafa Daniele Santos.

Agora, você pode acessar o link da página no facebook [CLIQUE AQUI] , conhecer os materiais disponíveis à venda e colaborar para que esta ação continue ganhando mais espaços.  O projeto Bate-Papo Ibejis e Oficinas Criativasnão pode parar!